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terça-feira, 26 de julho de 2016

Quem não crê que Deus existe...



Quem não crê que Deus existe 
Existe sem merecer Sem 
Deus não tem condição 
Ninguém consegue viver 
Ou pelo menos ser digno 
De ser chamado de Ser. 

(Poeta - José Ribamar)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Olho e vejo a mão divina



Olho e vejo a mão divina 
Num botão de flor se abrindo 
No berço que uma criança 
Sonha com Jesus sorrindo 
A mão caçando a chupeta 
Que a boca perdeu dormindo. 

(Poeta - João Paraibano)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Todo dia muda a cor do quadro da minha vida



Mote: Todo dia muda a cor 
Do quadro da minha vida... 

Meus tempos de mocidade 
Deus não consente voltar 
Eu não consigo passar 
Sem ser vítima da saudade 
Com o pincel da idade 
Minha pele foi tingida 
A feição diminuída 
Como o verão faz na flor 
Todo dia muda a cor 
Do quadro da minha vida. 

(Poeta - Dimas Bibiu)

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Se eu dormisse de dia...



Se eu dormisse de dia 
Ficava a noite acordado 
E ela ali do meu lado 
Cochilava e não dormia 
Se a noite estivesse fria 
Me agasalhava na manta 
A fé de mãe era tanta 
Enquanto embalava o berço 
Ia dedilhando um terço 
Rezando pra outra santa. 

(Poeta - Pedro Fernandes)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Greve da vida



Entrei em greve da vida
E tô esperando resposta
Mas até agora nada
Nem palavra, nem proposta
Propus umas condições
Melhorias, concessões...
Quem disse que ela se importa? 

(Lucas Vinícius)




domingo, 8 de maio de 2016

O beijo marcado para nunca



O beijo marcado para nunca não tem gosto, mas desejo!
O beijo marcado para nunca é Ás e Espada.
O beijo marcado para nunca é Sol com chuva.
O beijo marcado para nunca é um "ei" sem "oi".
O beijo marcado para nunca tem apego e esquecimento.
O beijo foi marcado para não ser. 
O beijo não é pois não foi marcado.
O beijo marcado para nunca é só espera(nça).
O beijo marcado para nunca não é hoje.
Foi ontem ou é amanhã.
Não tenho certeza!

(Lucas Vinícius) 

domingo, 1 de maio de 2016

Eu já tive nas mãos o meu destino, mas agora eu não seu pra onde vou



Eu já fui igualmente um samurai, 
Porém vi se quebrar minha coluna, 
Que a volta no jogo da fortuna, 
Pois a gente não sabe aonde cai, 
Eu fui filho, fui noivo hoje sou pai, 
Já fui neto e já hoje sou avô, 
E o relógio do tempo não quebrou 
Porém deu um defeito no seu pino, 
Eu já tive nas mãos o meu destino, 
Mas agora não sei pra onde vou. 

(Poeta - Ivanildo Vila Nova)

sábado, 12 de março de 2016

Quando ouço um trovão no infinito



A cascata não canta igual a gente 
Mas chovendo ela vira uirapuru 
E um pedaço de pau de mulungu 
De carona, viaja na enchente 
A borracha da chuva lentamente 
Sobre as páginas do chão vai se esfregando 
E por capricho, onde passa é apagando 
A história que a seca havia escrito 
Quando eu ouço o trovão no infinito 
 Imagino ser Deus que está gritando. 

(Poeta - Zé Adalberto)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Mágoa, pranto e agonia



Mágoa, pranto e agonia 
É tudo do mesmo tanto 
Felicidade completa 
Só existe em quem é santo 
Porque num gole de riso 
Há cem mil doses de pranto. 

(Poeta – Job Patriota)

terça-feira, 8 de março de 2016

Coração de pedra

 

Não é que meu coração 
Não consiga amar ninguém 
É que este pobre indefeso 
De ingratidões foi refém 
De tanto levar pedrada 
Tornou-se pedra também! 

(Poeta – Dudu Moraes)

sábado, 5 de março de 2016

Corações de mãe



Branca, preta, pobre ou rica, 
toda mãe pra Deus é bela; 
acho que a mãe merecia 
dois corações dentro dela: 
um pra sofrer pelos filhos; 
outro pra bater por ela. 

(Poeta – João Paraibano)

quarta-feira, 2 de março de 2016

Milímetros de atitude

 

O que faltou para ser?
O que foi que não...?
Os porquês ausentes justificam a incompletude da história que se prometeu.
O olhar que se concretiza fora do tempo certo não esconde o saudosismo já amenizado pelo tempo.
Injustiças à parte e realidade à tona, tudo é causa perdida pela qual se luta até o fim, mesmo quando não se acredita mais.
Calculou-se errado.
Faltaram alguns
milímetros de atitudes.

(Lucas Vinícius)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Obrigar a lhe esquecer



Você pode habitar em outro ninho 
E visitar ambientes que eu não vou 
Trabalhar, viajar, assistir show 
Sem que eu seja uma sombra em seu caminho 
Se negar a aceitar o meu carinho 
Não sentir mais saudade de me ver 
Só não pode é no intimo do meu ser 
Passar uma borracha e apagar 
Você pode pedir pr'eu me afastar 
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer. 

(Poetas – Os Nonatos)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Quando o dia começa a clarear


Quando o dia começa a clarear 
Um cigano se benze e deixa o rancho 
A rolinha se coça num garrancho 
Convidando um parceiro pra voar 
Um bezerro cansado de mamar 
Deita o queixo por cima de uma mão 
A toalha do vento enxuga o chão 
Vagalume desliga a bateria 
Das carícias da noite nasce o dia 
Aquecendo os mocambos do sertão. 

(Poeta – João Paraibano)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O porto da morte



Eu comparo a nossa vida 
Com o mar irritado e forte 
Alguma bússola indicando 
Leste, oeste, sul e norte 
Dum lado a praia da vida 
Do outro o porto da morte. 

(Poeta – Job Patriota)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Estátua na beira do mar


Eu sempre que via, lá no meu sertão, 
Caboclo vaqueiro de grande bravura, 
Vestido de couro, na mata mais dura, 
Entrar pelo mato e pegar o barbatão, 
Ficava pensando, na minha impressão: 
Não há quem o possa, em bravura igualar; 
Mas depois que vi o praiano pescar 
Numa frágil jangada, ou barco veleiro, 
Achei-o tão bravo, tal qual o vaqueiro, 
Merece uma estátua na beira do mar. 

(Poeta - Dimas Batista)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

No punho da minha rede



No dia de abandonar 
O meu torrão querido, 
Ouvi meu próprio gemido 
A me pedir pra ficar… 
Mas, vendo que de voltar 
Havia pouca esperança, 
Triste como uma criança 
Que está com fome ou com sede 
No punho da minha rede 
Deixei um nó por lembrança. 

(Poeta - Dedé Monteiro)

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Quando a chuva cai...



Quando a chuva cai e o rio 
Enche a primeira represa 
O mandacaru se veste 
Com a farda da natureza 
E dança ouvindo a cantiga 
Da flauta da correnteza.

(Wellington Vicente)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A cacimba que secou


Uma abelha voa perdida 
Em busca de água e flor 
Toda folha perde a cor 
Gafanhoto perde a vida 
Uma vaca recém parida 
Do vivente que gerou 
Lambe o beiço, diz eu dou 
Com saliva a salvação 
E o caçote lambe o chão 
Da cacimba que secou. 

(Poeta - Thiago Barbosa)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O corpo da terra se queimando...


Mote: Vejo o corpo da terra se queimando 
na fogueira da seca nordestina

O barreiro tá seco esturricado 
não tem água no açude e na barragem 
só tem nuvem cinzenta de estiagem 
todo eito do campo está pelado 
não existe alimento para o gado 
o cinzeiro no espaço faz cortina 
foram embora meus galos de campina 
e os que ficam não estão cantarolando 
Vejo o corpo da terra se queimando 
na fogueira da seca nordestina. 

(Poeta - José de Souza Dantas)